Loading....

Ekzyliön - Caso 7 - O homem que disse não!

 

" - Reza a lenda... Quando o céu rasgar-se em fogo e a Terra chorar cinzas, surgirá o Ekzyliön, aquele que carrega o peso dos mundos e a chama da renovação. Dele nascerá o julgamento e a esperança, pois quando tudo perecer na sombra... será nas mãos dele que o destino da luz decidirá permanecer... Ou se extinguir... Mas será apenas uma lenda? ”


Salve, salve galera, tudo bem com todos? Esperamos que sim! Estamos de volta, compartilhando meu mais novo trabalho autoral, Ekzyliön (pronuncia-se “équiziliôn”). 

O pavor toma conta de Khalamyr ao perceber que ele estava encurralado... As criaturas que ele precisa destruir, os Velkur, agora se apossaram de Clarysse, a pessoa que conseguiu se aproximar dele o suficiente para que confiasse o mínimo para um dálogo...

Jamais poderia deixar de destruir um Velkur, mas isso agora, significava destruir a jovem repórter... E o não cumprir deste ato, significaria quebrar seu juramento junto à Eryon... E qualquer uma das duas opções, daria razão à entidade que os levou ao mundo chamado Érebus...

Como Khalamyr poderá dar conta de tal situação? Terá coragem de ferir Clarysse ou desistirá de tudo abandonando sua determinação proposta? Prontos para mais uma visão, do pior e do melhor do ser humano? Então sem mais delongas, com vocês, o novo episódio de Ekzyliön!






Conto com vocês para embarcarem nessa nova aventura comigo uma vez mais e, sempre lembrando, leituracomentárioscompartilhamentos… tudo que faz um escritor apaixonado sorrir de orelha a orelha é sempre muito bem-vindo!


E antes de ir embora, nunca esqueça: 

📖 Adquira Indomável na Uiclap:  

📖 Adquira Grund-Tharg na Uiclap:  

📖 Adquira Akronômicon na Uiclap:  

🛠️ Bastidores e novos projetos:  

📬 Contato e redes:  
Instagram: @escritoporlanthys  
Facebook: Escrito por Lanthys  

4 Comentários

  1. Um capístulo excelente onde não se fez necessário um combate físico, onde tudo foi resolvido em meio à empatia do protagonista, onde resulta sua verdadeira força.
    A emoção envolvida na tentativa de livrar a Clarysse, até mesmo chegando ao extremo de oferecer a prórpia vida, foi uma sequencia muito bem escrita que, se feita por alguém menos habilioso, poderia descambar para puro e chato melodrama, mas aqui teve o efeito contrário.
    Muito bom tbm a lição dada à família, a ameaça está ali, rondando, mas se eles conseguirem fortalecer, não apenas a si próprios ocmo indivíduos, mas também como casal e família pode se blindar contra as forças corruptoras. Novamente toda uma sequencia que poderia descambar em um drama mexicano, mas que foi conduzido perfeitamente.
    E o final já deixa claro que podemos ter um outro capítulo repleto de revelações, onde, outra vez, quem sabe, a ação fique em segundo plano.
    Um título incrível cara. Parabéns.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala Norb, gratidão sem fim pela leitura meu amigo! Cara, eu fico sinceramente feliz de ler uma análise assim, porque tu captou exatamente o coração do capítulo, e talvez o que mais deixa satisfeito em Ekzyliön: quando a força deixa de ser medida pelo impacto de um golpe, e passa a ser medida pela capacidade de alguém se manter humano diante do abismo. Acho que era o personagem que faltava nas minhas criações...

      A cena da Clarysse era um risco enorme como condutor da trama, porque a linha entre emoção legítima e melodrama exagerado é muito fina, isso é um fato, então saber que ela funcionou justamente pelo lado humano, pelo desespero sincero, pela empatia e pela entrega do protagonista, significa muito. A ideia era exatamente essa: mostrar que, às vezes, o maior ato de coragem não é destruir algo… é se oferecer em sacrifício para salvar alguém e com isso, conseguir reverter uma situação que aparentemente está perdida, é a última cartada diante de um precipício...

      E você percebeu outro ponto que considero central na obra: o verdadeiro campo de batalha, pelo menos em Ekzyliön, quase nunca vai ser físico, em grande maioria das vezes será o emocional, espiritual e psicológico. A ameaça externa existe, claro… mas ela só encontra espaço quando existem rachaduras internas. Por isso a família precisava ouvir o que ouviu, não era apenas uma “lição”, mas um alerta sobre como abandono emocional, orgulho, egoísmo e fragilidade podem abrir portas para forças destrutivas — sejam elas sobrenaturais ou humanas - e que vão continuar a surgir, se não tivermos o cuidado íntimo de nossos pensamentos.

      E acho incrível você mencionar que a ação pode continuar em segundo plano nos próximos capítulos, porque isso conversa muito com o rumo que quero dar à história, em Ekzyliön, combate nunca foi meu objetivo principal, ele existe, e sempre existirá, e terá escaladas, mas como consequência das escolhas, dos conflitos internos e das verdades que os personagens precisam enfrentar. Quando o leitor percebe isso, sinto que a obra realmente encontrou quem está disposto a enxergar além da superfície, agradeço de coração por isso meu amigo.

      Espero que consiga manter o rumo, e saiba que comentários assim não apenas motivam… eles mostram que a mensagem chegou exatamente onde deveria chegar. Valeu por tudo Norb, grande abraço!!

      Excluir
  2. Empatia...
    Essa é a palavra que marcou o episódio do início ao fim e é a chave qie Khalamyr precisava para a virar a chave dos confrontos cads vez mais tensos que enfrenta.

    Khalamyr se viu numa situação limite, onde além da familia afetada pelo Velkur obsesiador, tinha alguém muito importante pra ele e que pode vir a se tornar um par romântico: Clarysse.

    O pai caiu por entrar em desespero e se perder na dor .

    Clarysse se perdeu na obsessão jornalística de descobrir e anunciar a verdade, se esquecendo que a verdade precisa ser decantada e absorvida aos poucos, para saber como se suportar ao que ela revela.

    Você soube colocar essas nuances psicológicas com maestria.


    Até o ser simbionte que dá vida ao poder de Khalamyr , embora nada empático , percebeu que a empatia natural de Khalamyr pode abrir portas que a própria entidade jamais pensou ser possivel..

    A narrativa propõe que talvez a visão de ambos se entrem em choque daqui pra frente ou, acabe se integrando.

    São duas possibilidades ricas quen seja qual for a sua decisão, trará um desfecho maravilhoso.

    O gancho final do capítulo é a conversa que Khalamyr terá com Clarysse para esclarecer de vez quem ele é.

    Como leitor, eu espero que o próximo capítulo foque nessa conversa , sem a tentação de criar um confronto com algum Velkur.

    O capítulo pede isso.

    Matou a pau , amigo!

    Excelente texto!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Grande Jirayrider, gratidão uma vez mais pela leitura e incentivo de sempre meu amigo! Cara… eu gosto muito quando alguém consegue enxergar as camadas por trás da ação, e teu comentário foi exatamente nisso. Tu não apenas leu o capítulo, tu entrou na dinâmica emocional dele. E isso é extremamente gratificante pra mim.

      A palavra “empatia” realmente é o núcleo desse episódio, e eu diria além, acho que senso de igualdade, tipo, "eu iria querer que se importassem assim comigo também", porque Khalamyr começa a perceber que existe uma limitação na força bruta, a pessoa que é afetada é essa limitação. Não importa o quanto ele lute, destrua ou enfrente os Velkur… existem conflitos que só podem ser atravessados quando ele entende a dor, a fraqueza e os abismos das pessoas que está tentando salvar, e que permitem o acesso de um Velkur.

      E tu também captou perfeitamente o simbolismo de cada personagem naquele ambiente, o pai representa alguém esmagado pela dor, consumido pela impotência, que acabou cedendo internamente antes mesmo de cair externamente, e o pior, tentando fazer o certo, não preocupar a família, resolver a situação, se esforçar além do que pode, porque isso é um pai, ele vai tentar tudo antes de ceder, mas por vezes, esse isolamento e tentativa de resolver tudo sozinho, ou de não tomar uma atitude mais ousada, é que causa toda a tragédia.

      Já a Clarysse representa outro extremo: a obsessão pela verdade sem o devido controle emocional para suportá-la, e isso é algo muito humano hoje em dia, as pessoas acreditam que “descobrir” algo basta, mas algumas verdades exigem estrutura psicológica, maturidade e até tempo para serem assimiladas sem destruir quem as encontrou.

      Fico feliz demais que você tenha percebido essas nuances, porque elas foram colocadas com muito cuidado, eu queria que os personagens fossem vítimas não apenas de forças sobrenaturais, mas também das próprias falhas humanas, como nós somos todos os dias!

      E você tocou num ponto importantíssimo: a relação entre Khalamyr e a entidade simbionte. A entidade vê eficiência, Khalamyr vê pessoas, ela entende sobrevivência, cálculo e poder, já ele insiste em enxergar humanidade até onde talvez não exista mais salvação. E isso inevitavelmente vai gerar choque entre os dois em algum momento… ou talvez uma transformação mútua, realmente eu não se te precisar por onde seguirei, porque, no fundo, ambos estão aprendendo um com o outro.

      E, por incrível que pareça, meus dois leitores concordam comigo, desejar que o próximo capítulo permaneça focado na conversa com Clarysse, porque creio que isso vai mostrar exatamente o tipo de impacto que eu queria causar: fazer o leitor querer respirar junto dos personagens antes da próxima tempestade. Nem todo clímax precisa terminar em explosão ou combate, âs vezes, uma conversa sincera e revelações feitas, podem carregar muito mais tensão, medo e significado do que uma batalha inteira.

      Obrigado mesmo, meu amigo, comentários assim alimentam não só a motivação, mas também a certeza de que Ekzyliön está conseguindo comunicar as ideias e emoções da forma que imaginei quando tudo ainda era só um conceito perdido na minha cabeça. Valeu mesmo, grande abraço!!

      Excluir