E, hoje, é dia de estreia no Mindstorm. Graças ao desafio e incentivo do nosso amigo e escritor, João Norberto, nasceu a série NEO Black RX, sequência direta dos fatos que ocorreram no conto Tokusatsu Z - Black RX: Vírus Fatal. Espero que degustem essa nova aventura!


NEO Black RX

 

O mutante das Trevas!

 

 

Dia 16/10/2026, 14h (no horário de Brasília), floresta amazônica. A floresta amazônica é considerada a maior floresta tropical do mundo e concentra enorme biodiversidade. Além disso, ela faz parte do bioma Amazônia, o maior dos seis biomas brasileiros. Ela corresponde a 53% das florestas tropicais ainda existentes. Por isso, a sua conservação é debatida em âmbito internacional por sua dimensão e importância ecológica.

 

A floresta amazônica localiza-se no norte da América do Sul, abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Pará e Roraima, além de menores proporções nos países: Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Por estar localizada próxima à linha do Equador, a floresta amazônica apresenta clima equatorial. Assim, é marcada por elevadas temperaturas e umidade do ar. As temperaturas médias anuais oscilam entre 22 e 28 °C e a umidade do ar podem ultrapassar os 80%. Outra característica é o elevado índice pluviométrico que varia entre 1400 a 3500 mm por ano. Em geral, as estações do ano na floresta distinguem-se por dois períodos: o seco e o chuvoso.

 

O solo da floresta amazônica é considerado pobre com uma fina camada de nutrientes. Porém, o húmus formado pela decomposição da matéria orgânica (ou seja, folhas, flores, animais e frutos) é rico em nutrientes utilizados para o desenvolvimento das espécies e da vegetação da floresta. A floresta amazônica é do tipo tropical densa, formada por árvores de grande porte.

 

A vegetação da Amazônia é dividida em: Mata de várzea, Mata de igapó e Mata de terra firme. Além da exuberante flora, a floresta amazônica também abriga diversas espécies animais. Alguns animais encontrados são: onças, suçuaranas, jaguatiricas, peixes-boi, pirarucus, jabutis, ariranhas, tucanos, araras, jibóia, sucuri. Ou seja: uma biodiversidade incrível. Todo esse bioma é atacado e ameaçado pelo próprio homem que é um predador cruel, caçador contumaz e destruidor das floretas em prol de fazer crescer lucros de natureza espúria. Infelizmente, os diversos institutos brasileiros e mundiais apontam o extermínio de espécies, extrativismo irregular, desmatamentos e queimadas. Algo tenebroso!

 

Todavia, algo sinistro ocorre por entre a densa floresta em território brasileiro no dia 16/10/2026, 14h (no horário de Brasília). É um fato diferente de tudo relatado acima. Algo que pode causar uma mudança radical no rumo de nosso planeta. Um jovem de 19 anos corre pelo meio da densa mata aparentemente desesperado, sem rumo e direção. O suor corre loucamente pela sua face e a adrenalina está a mil. Ele parece não se importar com insetos, animais peçonhentos e violentos ao seu redor. Aliás, estranhamente, os seres da floresta parecem temê-lo. Afinal, os animais, por instinto, pressentem situações perigosas e maléficas e parecia se tratar do caso. Ainda assim, de repente, um leão, rei da selva, avança sobre o veloz e desesperado jovem. O leão urra ferozmente e parte para o ataque. Como que por extinto, de modo incrível, o jovem se esquiva e num movimento rápido dá três socos poderosíssimos no leão e quebra todos os seus dentes. E, em seguida com um chute o arremessa nas alturas. Incrivelmente, o leão explode nos ares. Tal situação espanta de vez os demais animais que se embrenham mata à dentro. Pasmo, o mancebo fica olhando suas mãos e fala em voz baixa:

 

- O que fizeram comigo? O que me tornei? Não me sinto mais normal... Corro muito rápido e sinto que alguma energia está saindo de mim. Mais que isso, eu acabei de estraçalhar um leão...

 

Na verdade, além de desmemoriado, nosso jovem está com adrenalina alta e até meio alucinado. Ele não sabe onde está. Se soubesse, perceberia não ser possível ser atacado por um leão. Na Amazônia não há leões! Na verdade, ele foi atacado por uma onça e de fato a estraçalhou. Todavia, ele está vendo tudo potencializado e imaginou estar sendo atacado por um leão. De qualquer modo, ele mostra ter uma força descomunal ao trucidar a onça.

 

Neste instante, um assustador vento começa a soprar e uma revoada de araras passa por sobre o jovem. Ele se ajoelha ao sentir uma onda sonora vibrar numa freqüência quase insuportável em seus ouvidos.

 

- O que é isso? Erghhhh! – Urra ele com seu ouvido parecendo estar muito sensível e captando mínimos detalhes de sons.

 

A copa da mata fechada da floresta amazônica e o desespero da corrida não o fizeram perceber a tempestade que se aproximava. Na verdade, a agitação das araras já era um sinal. Então, um tenebroso trovão estoura pelos ares. Seus ouvidos super apurados logo deram um sinal de alerta e incômodo jamais vistos.

 

- Não sei que lugar é esse, mas parece que estou numa floresta. Preciso sair daqui. Há animais selvagens e agora vem uma tempestade. E, ao mesmo tempo, preciso fugir desses seres que me perseguem. – Fala o misterioso jovem.

 

O jovem adentra ainda mais a mata fechada em disparada. Ao correr por dentre a mata, ele sente a vegetação cortante em sua pele. Por vezes, espinhos! Mas, a dor logo passa e ele sente que tais coisas não o afetam:

 

- Afinal, o que eu me tornei? – Fala, consigo mesmo, o jovem.

 

Como que impelido pelo desespero, ele sente que o perigo de seus perseguidores se aproxima. Logo, ele dispara de modo desenfreado, com suas mãos, abrindo caminho pela vegetação densa.

 

Neste momento, a tempestade típica da floresta desce com força sobre os lombos do taciturno jovem. Isso regado com o soprar de muita ventania. É só nesta hora que o rapaz desperta e percebe que ele usa uma calça branca mequetrefe e rasgada. Ele está sem camisa, todo ferido. Mas, as feridas não lhe doem, nem mesmo com os pingos grossos e ardentes da chuva que agora o golpeia sem dó e de modo fulminante. No entanto, no fundo de sua alma, parte uma mensagem inconsciente o alertando que se não cessar de correr, marulhando no ar tépido tendo suas mãos como natatórios, ele terá apenas um olhar furtivo diante de todo caos que parece passar por ele de modo apressado. No entanto, ele sente um clamor que vem de seu âmago que brada como que aconselhando a ele o seguinte: se mantenha firme e a situação será diferente e de triunfo. Ou seja, uma espécie de poder ou energia parece querer transcender de sua alma e olhar. Ele sente que nada poderá o eliminar. Mas, ao mesmo tempo, ele se sente só, preso no tempo e no espaço, vislumbrando um longínquo imutavelmente obscuro de onde nada pode surgir a não ser precisamente um sentimento de terror, que se aproxima, cada vez mais. E, o jovem sente mergulhar nesse obscurantismo como uma criança no banco acolchoado de uma diligência que corre através da tempestade e da noite. No meio de tanta confusão mental, desgaste psicológico e cansaço, o intrépido ser humano avista um grupo de rochas relativamente grandes. Há um espaço entre elas formando uma espécie de mini-caverna. Mesmo temeroso de que o local poderia ser o covil de algum animal peçonhento, o jovem de 19 anos ali adentra na expectativa de aguardar a diminuição ou cessar da tormenta avassaladora.

 

Enquanto se protege como pode, escondido por debaixo das fendas rochosas, a sensível e poderosa audição do mancebo capta o som de helicóptero:

 

- Isso é um som de helicóptero? Ahnnnn! – Brada o jovem em dores, colocando as mãos na cabeça e ouvido.

- É isso mesmo. Sinto flashs na minha mente. Havia som de helicóptero quando fugi!

 

Flashs da memória do jovem começam a vir a sua mente...

 

O jovem se vê deitado numa mesa cirúrgica, sedado e rodeado por quatro médicos. Todos eles devidamente aparamentados como cirurgiões e de posse todo aparato para realizar uma cirurgia no rapaz. Porém, na sua visão, ele percebe que são equipamentos lasers, moderníssimos... Ele percebe se tratar de uma tecnologia bem avançada. A sala de cirurgia tem telões e computadores acoplados. Vários soldados mascarados e de roupa negra estão lá perfilados acompanhando tudo. Na verdade, o jovem, em seus pensamentos (os quais ele não consegue mais distinguir se correspondem a realidade ou fantasia), percebe que ele acorda na mesa e nota que na verdade tem um cicatriz na cintura. Ele acorda agitado e brada:

 

- Quem são vocês? Porque me trouxeram aqui? Soltem-me!

 

- Nossa! Vejo que despertou do seu sono... Doutor Kobayashi, ele acordou! – Fala um dos cirurgiões.

 

- Hum! Você é mesmo forte! Bom, mas ainda nos resta apagar totalmente a memória e fazer alguns ajustes em você. Aí, será tudo perfeito! - Responde Doutor Kobayashi.

 

- O quê? Não sei como vim parar aqui! Mas, sou Hiroshi Daizuki. Moro em Tóquio! Não estou me lembrando bem das coisas. Mas, parem com isso! Não quero ter a memória apagada! – Responde irado o jovem.

 

- Você não tem opção! Vamos! – Brada Doutor Kobayashi, que se preparava para dar seqüência ao processo de lavagem cerebral em Hiroshi.

 

Os macabros soldados mascarados, para ajudar os cirurgiões a controlar o rapaz, aplicam uma séries de choques de 200 Volts nele.

 

- Pronto! Viu como você resistiu bem? Você estava sedado, idiota! Já operamos você! Só faltam ajustes para ficar perfeito! Hahahaha! – Brada Kobayashi.

 

Todavia, mais que de repente, explosões começam a atingir o local onde estavam. O alerta soa:

 

- PENNNNN! Ataque invasor! – Soa o alarme.

 

Antes dos cirurgiões e soldados fazerem algo, novos mísseis atingem com força o local. De cara, explosões ocorrem atrás da mesa de cirurgia. A mesa é jogada longe e três cirurgiões são soterrados e mortos.

 

- Meus amigos, não... – brada Kobayashi.

 

Nessa confusão, o jovem Hiroshi aproveita, se solta da mesa usando uma força descomunal. Ele salta e dá fortíssimos golpes em quatro soldados. Num ato de coragem extrema, ele dá um super salto e estoura inacreditavelmente a parede do local, fugindo antes da explosão certa do lugar.

 

Outros soldados mascarados amparam o Dr. Kobayashi e o ajudam a fugir da morte certa. Os seres bisonhos saem da local antes da explosão completa. Já do lado externo, Hiroshi percebe ter uma densa floresta à sua frente. Atônito, Hiroshi percebe haver um helicóptero de guerra sobrevoar no local.

 

- O que é isso? Ahhhh! – Aflito e desesperado, o jovem assim entra no meio da densa floresta.

 

Ao perceber a presença do fugitivo, o helicóptero sobe para um nível de vôo mais alto e passa a sobrevoar a floresta como que tentando seguir Hiroshi.

 

 

Então, nervoso, Hiroshi acorda e fala até alto:

 

- É isso! Sou Hiroshi Daizuki! Estudante de Biologia na Universidade de Tóquio. Seja lá o que fizeram comigo não foi completo... A minha memória está voltando em flashs! Mas, onde estou? Minha adrenalina ainda está alta... Mas, agora, recompondo a minha memória, posso começar a ter mais noção do que encaro com meus conhecimentos...

Hiroshi se acalma por um instante e pára de falar em voz alta, mas fica constantemente pensando... Ele não consegue se lembrar como foi capturado. A única lembrança mais longe no tempo que consegue ter é: dele saindo da faculdade três dias atrás. Mas, agora, ele está somente com calça rasgada, sem blusa e sem nada. Nem com seu GPS ele está para tentar descobrir onde está. Mas, ele olha ao redor e como bom biólogo, consegue perceber espécimes da fauna e flora condizente a de uma floresta densa equatorial. Ele nota, nas suas proximidades, a presença de aranhas armadeiras e caranguejeiras. Tais aranhas são típicas de florestas. Ele percebe que o grande suor de seu corpo e o clima abafado e com muita chuva só pode significar algo: ele está numa floresta de clima equatorial. Novamente, ele fala em voz audível:

 

- Essas aranhas são típicas da Amazônia. Já aprendi bastante isso... A chuva agora está passando. Nossa... É isso... Devo estar na Amazônia! Porque essas pessoas me trouxeram pra cá?

 

Pondo sua memória pra funcionar, ele percebe que não chegaram mesmo a apagar sua memória, mas ele tomou algo com poder alucinógeno enquanto sedado...

 

- Com certeza, ainda sofro com isso! Agora minha mente clareia... Eu, na verdade, lutei com uma onça. Não há leões na Amazônia. E, agora está vindo nitidamente na minha mente que era sim uma onça...

 

Embora as alucinações possam manifestar-se através de qualquer um dos cinco sentidos (audição, visão, tato, olfato e gustação), as mais freqüentes são as auditivas e as visuais. As alucinações auditivas podem ser elementares (ruídos, silvos, zumbidos, etc.) ou complexas (figuras, cenas, etc.). As visuais podem também ter diferentes complexidades. Podem, inclusive, criar figuras inexistentes na realidade, através da combinação de elementos existentes. Isso explicaria a confusão ao ver a onça e a ter visto como um leão. Fora isso, ele estava ouvindo muitos ruídos. Mas de qualquer forma, o jovem sente muitas dores na cabeça e na região abaixo do ouvido...

 

- Além dessas dores, eu sinto minha audição muito sensível. É como se eu percebesse uma agulha caindo a quilômetros de mim.

 

Num piscar de olhos, Hiroshi percebe um menino na sua frente. Na verdade, um pequeno índio. A criança sorri e sai correndo. Será outra ilusão? Mas, ele pensa: “Se é Amazônia, há tribos indígenas”.

 

- Espere, garoto! Volte aqui! – Brada Hiroshi.

 

O japonês sai em disparada atrás do indígena e, durante sua corrida, cai em si e pensa: Eu não entendo português... “E, mais, ele vai falar algum dialeto. E, mais... Não adianta chamá-lo. Ele jamais entenderá japonês. Mas, ainda assim, vou atrás dele... de ajuda!”

 

Então, de susto, Hiroshi se depara em meio num clarão, ou seja, uma área aberta na mata. Ele vê as ocas e está em meio aos índios. Todos agitados e falando em um dialeto que ele obviamente não entende. Numa floresta onde o homem branco traz ganância e morte, os índios sempre temem. Mas, para sorte de nosso amigo japonês, tratava-se de uma tribo WaiWai. Essa tribo está muito presente nas Guianas e no Brasil e desde 1950, por conta de uma série de incursões missionárias e contatos com homens brancos exploradores, começou uma espécie de comunicação bem mais com o mundo fora da tribo.

 

O pajé da tribo se aproxima dele e começa a falar em português, mas percebe até pelas feições do rosto e língua de Hiroshi (que tentou pronunciar algumas palavras em língua oriental), que ele não se trata de um homem branco típico que eles conhecem. O pajé fala:

 

- Tribo. Este homem branco não deve ser do Brasil...

 

Os índios ficam agitados e confusos. Mas, ao menos Hiroshi, agora já sabe que está no Brasil, pois conseguiu entender a palavra Brasil. Tribos WaiWai habitam na Amazônia Brasileira e nas regiões do Pará e Roraima. Infelizmente, não houve nem chance para uma tentativa de recepção ou aproximação maior. Um ataque fulminante a base de tiros lasers e balas traçantes surgem pelo ar fulminando a todos de modo terrível. O Hiroshi consegue se desviar. Mas, os mascarados surgem matando todos os índios presentes e explodem as ocas. Robôs assassinos chegam degolando com espadas os índios cruelmente.

 

- Índios idiotas! Morram! Hahahaha! – Brada o Dr. Kobayashi ao chegar no recinto.

 

Dr. Kobayashi usa um jaleco branco e uma máscara cirúrgica e uma toca cobrindo a cabeça. Só é possível ver seus olhos que são puxados como qualquer oriental. Além disso, de modo sinistro, os contornos de seus olhos são pintados com tintas de cores vermelhas e pretas. No bolso de seu jaleco há uma espécie de logo bizarro e, logo abaixo do mesmo, aparece a escrita: Eternal Shocker.

 

- Miseráveis! Você é japonês também! Quem são vocês? Shocker? Essa organização antiga ainda existe? Parem com isso! Erghhh! – Brada, enfurecido Hiroshi, que salta e começa aplicar bandas e surrar os homens mascarados.

 

- Imbecil! Precisamos levar você de volta para completar a cirurgia! – Responde o Dr.

 

Nosso amigo Hiroshi não consegue impedir o massacre aos índios ali presentes. Uma fúria incontrolável toma conta de Hiroshi e, incrivelmente, resiste aos ataques dos homens mascarados. Ele vai lutando e mesmo recebendo tiros certeiros, Hiroshi segue atacando os seus algozes mascarados. Em uma seqüência de dar a inveja a qualquer grande boxer ou lutador de MMA, Hiroshi aplica socos de direita e esquerda, rolamentos, bandas, uppers e ganchos. Em seguida, Hiroshi aplica rolamentos e golpes de Kung Fu que dão fim a todos os soldados mascarados. Porém, ele é atingindo por lasers dos robôs que, agora, partem pra cima dele munidos de espadas.

 

Hiroshi sente a dor em sua cabeça ao aumentar, sua audição capta tudo. Isso o atrapalha e ele acaba sendo golpeado pelas espadas e seu corpo verte sangue. Ele desmaia.

 

- Pronto! Prendam-no! Teremos de levá-lo para outra base já que a nossa foi destruída. – Informa Dr. Kobayashi aos seus servos mecanizados. O macabro cientista prossegue:

 

- Precisamos dele vivo! Viu sua força? Você não é mais um humano qualquer! Outro humano normal teria sido liquidado.

 

Então, Hiroshi, sente uma dor inimaginável e suas feridas começam a cicatrizar e uma espécie de áurea energética o envolve. Ensandecido, o jovem de 19 se levanta e começa a derrubar todos seus oponentes cibernéticos de modo magistral. Enquanto ele os soca e derruba, são perceptíveis alterações musculares em seu corpo. Uma mudança escatológica começa acontecer como a transmutação da cor de sua pele e aumento de suas veias. Ele começa a babar também e até morde os robôs e come parte de seus componentes tecnológicos. Dr. Kobayashi vibra de alegria e fala:

 

- Isso! Manifeste seu poder! Obra máxima de minha biotecnologia! Hahahaha!

 

Após massacrar todos os robôs, Hiroshi percebe que surgiu um cinto em si com uma misteriosa pedra vermelha central e seu corpo está transmutando ainda. Ele cai de joelhos e urra:

 

- AHHHH!!!!!!!!

 

 

POWWWWW!!!

 

Ocorre uma grande explosão onde Hiroshi está que faz com Dr. Kobayashi voe metros para trás e bate numa árvore, ficando atordoado. Um som de helicóptero volta a soar. Sim, um helicóptero verde com vários mísseis presos a sua parte lateral. Dois homens o pilotam. Um deles fala:

 

- Vamos, Issamu! Parece ser apenas o Dr. Kobayashi ali! – Berra Suda.

 

- Calma, Suda! Veja o que está acontecendo. Parece que uma tribo indígena foi arrasada e aquele fugitivo está ali. Ele foi transmutado! Olhe! Maldita, Eternal Shocker! – Responde Issamu Minami.

 

Lá de baixo, Kobayashi se levanta e mira o helicóptero:

 

- São vocês dois, não é? Suda e Issamu! Seus imbecis! Não vão impedir a força da Etern... – Antes de proferir suas palavras, o Doutor é alvejado por um murro que desloca seu maxilar.

 

Desesperado, ao cair no chão, o Dr. Kobayashi fita os seus olhos no tenebroso ser na sua frente. Ela balbucia:

 

- Dark Rider...

 


DARK RIDER

 

Dark Rider pega o Doutor pelo pescoço e começa a urrar como um bicho. De modo instantâneo, o ser mutante começa a socar freneticamente a boca do estômago do pobre e perdido cientista.

 

- Páre! Sou seu criador! – Clama o Dr. Kobayashi.

 

- Cale-se, seu energúmeno! Eu sou o mutante das trevas! O seu maior pesadelo! Erghhhh! – Urra Dark Rider.

 

Num ato extremamente frio e cruel, Dark Rider, transpassa os olhos de Kobayashi e usa sua força descomunal para arrancar a cabeça do cientista da Eternal Shocker. Então, irado e descontrolado, Dark Ridera abandona o corpo morto do cientista.

 

- Ahnn! Minha cabeça! Meu corpo! Que dor! – Brada Dark Rider.

 

Dark Rider fica genuflexo e, depois, desmaia. Uma energia o recobre, ele desmaia e seu corpo volta ao normal.

 

No helicóptero, Issamu fala:

 

- Meu Deus! O filme se repete! Vamos, Suda! Precisamos salvá-lo!

 

- Ok, Issamu! – Responde Suda.

 

Então, os dois famosos amigos pousam o helicóptero e partem par resgatar Hiroshi.

 

Afinal, quem é Hiroshi? Quais os planos maléficos da Eternal Shocker? O fato é que nasce Dark Rider: o mutante das trevas!

 

 

Continua...