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Flash Negativo: o herói intrépido e o monstro renegado (capítulo VI)

 

                                                    Capítulo VI - Guerra civil, parte I

Olá a todos. Como vocês viram, fiquei quase 20 dias sem postar capítulo novo da presente história. É que eu tenho blog sobre política, e nesse blog escrevi dois artigos que ficaram muito grandes e me consumiram muito tempo. Tive que fazer muita pesquisa para escrevê-los. Um sobre o caso Puff Daddy (ou se preferirem, P. Diddy), e outro sobre o caso Dan Schneider (o ex-produtor da Nickelodeon que foi a mente por trás dos sitcons de sucesso do canal, incluindo Drake e Josh, iCarly e Victorious). Mas enfim, vamos ao que interessa.

Deus Titan, com a idade já começando a pesar em suas costas e ao mesmo tempo tendo ciência do caráter traiçoeiro e peçonhento de La Deus, tinha plena consciência de que o segundo round da guerra iniciada ainda nos anos 1780 era questão de tempo e oportunidade. Para isso submeteu suas tropas a intensos treinamentos e a investimentos no sistema defensivo de seu planeta natal. Ao mesmo tempo, também se dedicava à criação de sua família, incluindo a criação de seu filho mais velho, ao qual ele e sua esposa deram o nome de Titan.

Mas o herói flashiano nem fazia ideia do que estava por vir.

Estamos em 1840. O velho Wodenz é sucedido por um de seus discípulos, Raidar, como grão-mestre da ordem dos profetas galácticos. Raidar já vinha sendo preparado por Wodenz para um dia sucedê-lo, até que em determinado dia o velho Wodenz (cuja vida já vinha sendo visada faz algum tempo) tombou em combate contra uma terrível feiticeira chamada Yormur.

Yormur é membra de médio escalão da ordem das feiticeiras espaciais. Uma ordem, fundada no século XVII, composta por feiticeiras e bruxas de diversos cantos da galáxia, que geralmente agem na surdina e são especialistas em feitiços, magias (em particular magia negra), necromancia e maldições. A ordem das feiticeiras espaciais é a grande inimiga da ordem dos profetas galácticos há várias gerações.

Na verdade, a ordem das feiticeiras galácticas é uma dissidência da ordem dos profetas galácticos. Visto que ela foi fundada por uma antiga membra da ordem dos profetas galácticas chamada Hebi[1], a qual passou a abominar os ensinamentos de sua antiga ordem, trilhou o caminho das trevas e sob o pseudônimo de Serpente das Sombras fundou a própria ordem em 1690.

Hebi foi a primeira grã-sacerdotisa da ordem das feiticeiras espaciais, e a atual grã-sacerdotisa da ordem das feiticeiras espaciais uma mulher chamada Johnaga, é a nona a ocupar tal posição. Em outras palavras, a nona Serpente das Sombras.

Wodenz lutou bravamente contra Yormur. Resistiu aos ataques dela, por vezes a atingia com os golpes de seu cajado, e tudo indicava que a luta entre os dois terminaria de forma inconclusiva, ou talvez com vitória de Wodenz. Quando eis que em determinado momento da luta Wodenz foi atingido por uma punhalada nas costas, que acabou lhe sendo fatal e decidindo a luta em favor da bruxa galáctica. Wodenz não resistiu aos ferimentos, e morreu minutos depois.

Com a morte de Wodenz, a ideia era bem clara: matar o grão-mestre, e com a morte dele uma crise sucessória teria lugar na ordem. Várias facções lutariam pelo poder dali em diante. A crise se agravaria de tal forma que poderia até levar a ordem a perder o poderio de antes, até mesmo levá-la à extinção, ou talvez a disputas internas que levassem a uma fragmentação da mesma em ordens menores. Mas mal sabia que Wodenz já previa isso, e para isso preparou Raidanoh para sucedê-lo.

Raidanoh, como o oitavo grão-mestre da ordem dos profetas galácticos, terá de ser acompanhado por seu irmão, Futenoh. Os dois irmãos desde tenra idade têm sido muito próximos, e o próprio Wodenz aconselhou a Futenoh a manter-se próximo de Raidar e sempre que possível aconselhá-lo. Em outras palavras, a atuar como se fosse uma espécie de primeiro-ministro de Raidanoh. Se Raidar é o navio, Futenoh é a âncora. O primeiro manipula a eletricidade, ao passo que o segundo manipula os ventos.

Em Amazo-Giraz, Giluke I morre por volta de 1837, por conta de problemas relacionados à idade avançada. Ele morreu em sua residência, pacificamente, acompanhado de sua família. O velho general já tinha 82 anos de idade, e seu funeral teve honras de estado. Altos dignatários da nobreza de Amazo-Giraz, entre eles a própria Rainha Aranyas I, lá estiveram presentes. “Giluke, você foi um grande homem. Sem homens como você, não sei o que seria do nosso planeta”, diz a rainha diante do corpo já inerte dele. Enviados de outros planetas também lá estiveram presentes, incluindo do Planeta Aman e do Planeta Flash. E entre eles, Deus Titan e sua família. “Giluke, você foi um grande companheiro de batalhas, um comandante militar inigualável, honrado, sábio, leal e dedicado. Tenho certeza que o teu nome, o teu legado, jamais será esquecido”, diz Deus Titan ao ver o corpo inerte do velho companheiro de batalhas.

O legado de Giluke I continua. Visto que um de seus filhos, também chamado Giluke (vulgo Giluke II), mostrou-se tão talentoso quanto o pai nos assuntos militares e por conta de seus feitos na guerra contra Mess galgou em questão de pouco tempo posições de destaque dentro das forças armadas de Amazo-Giraz. Assim sendo, Giluke II pretende honrar legado do pai.

No Cruzador Imperial Mess, La Deus resolveu aprender com os erros que ele mesmo cometeu em expedições anteriores. Em especial as derrotas para Flash e Amazo-Giraz e resultados inconclusivos nos enfrentamentos contra Bazoo, Satan Goss, o Império Crisis e o Império Water.

Se eu não posso tomar Flash de fora para dentro, então talvez de dentro para fora a história seja outra, La Deus conclui. Mas como farei isso? Essa é a dúvida de La Deus. Quando eis que uma voz surge em sua nave. Uma não, duas. Logo as vozes revelam-se tratar-se das feiticeiras Yormur e Gandr.

“Pelo visto, você precisa de nossa ajuda, La Deus”, Yormur diz. “Quem é você?”, pergunta La Deus. “Então foram vocês que mataram Wodenz, o grão-mestre da ordem dos profetas galácticos? Pelo visto vocês fazem jus à fama de vocês”, pergunta La Deus, intrigado. “Sim fomos nós, em pessoa”, diz Gandr, aparecendo das sombras. Yormur e Gandr sempre atacam juntas, sendo que a primeira ataca pela frente e a segunda por trás. Wodenz tombou em combate depois de ter sido atingido pela adaga venenosa de Gandr enquanto lutava contra Yormur.

Entretanto, as habilidades das irmãs bruxas não se resumem apenas ao combate e a ataques furtivos. E é isso que vai interessar a La Deus, como veremos. “Você tentou tomar o planeta Flash, mas sofreu uma derrota vergonhosa. Não conseguiu dobrar a resistência dos flashianos”, Yormur completa, com uma dose de sarcasmo na voz. “Mas nós temos a receita perfeita para que você consiga tomar o planeta que tanto quer tomar”, diz Gandr. “Uma receita chamada dividir para dominar”, Yormur completa. Após relutar um pouco, La Deus aceita a proposta das irmãs bruxas.

Levando em consideração que Flash é composto por uma confederação de cinco planetas, e conta com uma rede considerável e nada desprezível de aliados intergalácticos (entre eles Tecnolíquel, Amazo-Giraz e Aman), La Deus resolveu mudar de tática.

Ao invés de tentar tomar Flash por meio de um grande assalto militar, resolveu tomar Flash por dentro, por meio da velha tática de dividir para dominar. Em outras palavras, La Deus pretende primeiro corroer a madeira por dentro para apodrecê-la e em seguida a destruir por fora.

O planeta Flash tem suas tensões internas, incluindo políticos ambiciosos nos satélites com certo poder que desejam que seus planetas se tornem independentes da confederação flashiana. E é dessas tensões que as bruxas irão se aproveitar.

Em Blue Star havia um sujeito belicoso e sedento por poder chamado Hunnar. O discurso de Hunnar era recheado de falas nas quais dizia que Blue Star precisava de autonomia em relação à confederação, também em muito se queixava de que (supostamente) muitos dos recursos de Blue Flash eram drenados para ajudar os outros planetas. Foi questão de tempo Yormur e Gandr perceberem, e uma vez se aproximando de Hunnar atiçou os desejos por poder e glória que já haviam nele, e uma guerra civil dentro do Planeta Flash teve início.


NOTA:

[1] Para quem não sabe Hebi é serpente em japonês. Tanto que a Princesa Serpente que aparece no episódio 14 de Dragon Ball Z (exclusivo da animação) no original é chamada de Hebi Hime.

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