DIKE BUSTERS


Após o último enfrentamento, Dike e seus aliados puderam, ao menos, descobrir o nome de seus terríveis inimigos: Os SBROM. Além disso, Blue Red Dike pôde perceber que há muito de seu passado a descobrir. Afinal, as misteriosas criaturas parecem saber mais de suas origens que ele próprio ou SN. Para piorar, segundo a fala do General Drift, ficou claro que existem muitos SBROM e os que estão atacando o NEO-Pangea são apenas uma pequena porção. Afinal, os vilões anunciaram que são liderados pela malévola Queen. Segundo os SBROM ela reina no chamado Green River Palace. Os tenebrosos seres, aparentemente, precisam dessa chave para trazer o seu mundo para cá. Mas, por que alguns já estão aqui? O que é essa chave? Quem é Blue Red Dike de verdade? É o início de noite e os heróis estão reunidos para analisarem mais os fatos.

TEMA DE ABERTURA:



Whatever the Case May Be
Letra & Música: Rebecca Need-Menear & Jamie Finch.
Banda: Anavae

(Caso não rode automaticamente, o link do vídeo segue para acesso no Youtube:


DIKE BUSTERS

Em busca de tais respostas, Zé Bird e Dr. Corwell trabalharam com afinco para tentar decifrar a estranha fala dos SBROM.

- Anda! Porra! Desembuchem, logo! O que essas merdas falaram? – Indaga, irado, Tigrão,
- Coração! Não seja assim! – Resmunga Xungli.
- Seu doido, tenha respeito pelo Sr. SN! – Brada Green Hope.
- Calem-se! – Berra, dando esporro, SN, que prossegue: - Corwell explique!

- Muito obrigado, senhor! Eu e Zé Bird gastamos horas fazendo pesquisas e usando nossos programas para tentar desvendar linguagens codificadas... – Começou a falar Dr. Corwell.
- Pera aí...  – interrompe Dutron, que emenda: - Então, não é um dialeto ou língua estranha? Eles falam por códigos?
- Deixe ele falar, meu amor... – Fala Acire, abraçando James Dutron com muito carinho.

Dr. Corwell respira fundo, conta até dez e, aí, continua sua retórica:

- Bem, nós não sabemos o que são essas criaturas. Mas, seja o que forem, eles são hábeis em brincar com a linguagem humana e parecem ser poliglotas.

Todos se espantam com a revelação e passam a ouvir atentamente ao Dr. Corwell.

- Inicialmente, pensamos que se tratava de algum dialeto ou língua diferente. Usamos nossos conhecimentos e cruzamos dados de nossos computadores. Nada! E, hoje, nós usamos recursos até de Inteligência Artificial, não é mesmo, Zé Bird?
- Sim, Uai, Sô! Mas, quando olhamos bem... Nós percebemos que poderia se tratar de alguns anagramas ao olhar com cuidado. Ou seja, eles estavam brincando com nosso alfabeto. Basicamente, eles gostam de inverter as palavras... – Fala, o caipirão, Zé Bird.

-OHHH! – Todos se espantam!

- Então, eles estariam usando palíndromos? – Pergunta a genial Acire, namorada de Dutron.
- Não... – Responde Corwell, que complementa: - Palíndromo, do grego palin (novo) e dromo (percurso), é toda palavra ou frase que pode ser lida de trás pra frente e que, independente da direção, mantém o seu sentido. Tais palavras ou frases também podem ser chamadas de anacíclicas. Ou seja, elas devem ser lidas considerando-se apenas as letras. Isso quer dizer que não se consideram acentos e, no caso das frases, também não se deve considerar a pontuação e o espaço entre as palavras.
Zé Bird exemplifica brilhantemente:

- Experimentem fazer isso com a frase “Socorram-me, subi no ônibus em Marrocos".

Todos relembram de suas aulas de português e ficam espantados com a didática de Zé Bird que traduziu com um exemplo todo o linguajar técnico de Corwell.

- Na verdade, eles mostraram usar algo bem mais pitoresco: língua de Sabino. – Fala Corwell.

- Sério? O Sabinês? – Espanta-se Tigrão.

Agora, todos ficaram surpresos com o fato de Tigrão saber disso. O garanhão tibetano mostra seu poder cultural:

- De certa forma, isso pode ser considerado um idioma ou dialeto local. A cidade de Sabino, em SP, ficou conhecida por usar o desafio de falar de trás pra frente. Sabino é um município brasileiro do estado de São Paulo. Está localizada a uma latitude 21º27'35" sul e a uma longitude 49º34'42" oeste, estando a uma altitude de 412 metros. Sua população estimada em 2004 era de 5.146 habitantes. Possui uma área de 312,57 km².

Corwell interpela e tenta explicar de modo melhor:

- Na verdade não é simplesmente falar de trás para frente, invertendo todas as letras. A cidade de Sabino possui o seu próprio "idioma", o sabinês, que nada mais é do que falar tudo ao contrário (inverte-se as sílabas, mas não as letras). Ainda é incerta a origem desse idioma (que na verdade é um dialeto), mas sabe-se que ele é passado de geração em geração. Os cerca de 5 mil habitantes da cidade se comunicam em sabinês entre si, fazendo com que as pessoas que não são da cidade não entendam o que eles estão falando. O dialeto é usado em tudo no cotidiano dos moradores da cidade: no comércio, nas escolas e na conversa dos moradores da cidade. Para vocês terem uma ideia, eles fizeram até uma novela no idioma deles. Mas, eu não encontrei se na cidade existe algum jornal, algum livro ou algo do tipo escrito em sabinês. É claro que com a configuração unificada que temos por conta do Neo-Pangea, a cidade corresponde ao chamado setor WXY2.

Zé Bird complementa:

- Acredita-se que o dialeto atraia para o município muitos turistas querendo aprendê-lo. Mas, na verdade, isso não é único de lá. Localidades no Maranhão (N. do E: Atualmente, setor MX) adotam algo parecido: a chamada Língua de Mercado.

- Nós precisamos estudar mais. Nesta batalha, DudaMel usou a técnica em alemão. Vejam na tela central. – Informa Dr. Corwell apontando para a referida tela:

Riw nebel nohcs reih, netoidl. Riw nellow hcafnie run kcüruz (FALA INVERTIDA).

Wir leben cshon hier, idioten. Wir wollen einfach nur zurück (FALA EM ALEMÃO, na ordem certa).

TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS: Nós moramos aqui, idiotas. Nós só queremos voltar.

Dando sequência, Bird e Corwell mostram a resposta de Laup Stronger:

EW DEEN EHT YEK OT TAHT (FALA INVERTIDA).

WE NEED THE KEY TO THAT (FALA EM INGLÊS, na ordem certa).

TRADUÇÃO PARA PORTUGUÊS: Precisamos da chave para isso.

- Miseráveis! - Ira-se, Dutron, que completa: - Eles não só usam o sabinês, mas fazem isso em diferentes línguas!

- Sim... Mas, deixem comigo e Bird. Vamos seguir pesquisando mais e mais sobre eles para entendê-los... – Fala Corwell.

- Isso mesmo! – Brada SN, que continua: - Corwell, mude a tela!

Nesse instante, atendendo as ordens de SN, Corwell altera o que estava sendo mostrado na tela. Todos os heróis podem perceber um mapa mostrando grande atividade dos inimigos no Neo-Pangea. Bird e Corwell relatam que não perceberam nenhuma anomalia no corpo (p.ex.: temperatura) que pudesse servir como traçador para a identificação rápida dos SBROM. Se isso existisse seria de mais fácil rastreio a ação dos inimigos e sua representação no mapa. Porém, os dois sábios cientistas conseguiram analisar por meio das imagens dos combates (N. do E: Todas registradas na base dos heróis) que os mesmos se locomovem com uma velocidade sobrenatural, o que faz com que eles se movam rapidamente pelo globo. É notório que, assim como Dike, eles emitem uma energia da porção central (na região da cintura) do corpo de onde advêm todos super poderes deles.

- Eles não mostram um cinto com uma pedra, mas claramente isso pode estar interno ao corpo deles. – Fala Dutron.
- Pedra, não! Rocha, porra! Ô, geólogo! – Zomba Tigrão.

Todos começam a rir. Mas, SN dá um esporro geral. Afinal, a situação é grave:

- Precisaremos finalmente nos organizar de modo mais profissional aqui para agir com uma equipe bem definida. Não fizemos assim desde o início por conta de seu comportamento infantil, Dutron!

Dutron abaixa a cabeça, enquanto os demais seguram o riso. SN prossegue:

- Vivemos uma época futurista em que até formas de energia renováveis estão sendo utilizadas, quais sejam: biomassa, biocombustíveis, eletrificação e automação de veículos, início de desenvolvimento de carros voadores, dentre outros. Tudo isso turbinado pela Inteligência Artificial. Assim sendo, vamos inaugurar um setor exclusivo para a equipe Dike. Já, há tempos, nós presumíamos que teríamos a paz abalada novamente. Desenvolvemos uma área específica para isso. Com tudo que está acontecendo, iremos destinar isso a você. James Dutron!

- Uhul! Que irado! – Fala, marrentinho e dando soco no ar, Dutron.
- Oh! Almofadinha! Vai apanhar de novo! – Fala, zombando, de novo, Tigrão.

Todos riem, mas agora Tigrão surpreende a todos com uma revelação:

- Fiquem, tranquilos. Vocês vão me ver menos agora...

- O quê? – Espanta-se, Acire.

-Sim! Vocês viram pelo mapa que essas pragas estão atacando em várias localidades... – Diz SN.

- Isso, pessoal! Assim como eu e Xungli vasculhamos o globo lutando... Tigrão também o fará. Precisamos de ajuda. Não basta só as tropas e robôs militares que temos. – Informa Green Hope.

- É, isso mesmo. Como SN mesmo disse, temos avançado no desenvolvimento de ferramentas tecnológicas. Uma delas é o tele-transporte. Assim, Tigrão, Xungli e Green Hope estarão combatendo os SBROM espalhados no Neo-Pangea. – Fala Corwell.

- Xungli irá ao setor ZYW, Green Hope para o setor JNA! Agora! – Ordena SN.
- SIM! – Respondem as belas guerreiras que usando equipamentos de tele-transporte (afixados em seus cintos por Corwell) desaparecem do recinto.

SN se vira pra Tigrão, sorri e coloca a mão sobre os ombros do valoroso guerreiro. E, aí fala:

- Já estávamos aguardando esse momento. Está tudo pronto em sua casa. Os guardas irão te escoltar até lá. Encontre com sua esposa Campiolinis e sua herdeira linda. Vocês irão como família. Tele-transporte os guardas com você também. TIGRÃO: Você irá pro setor YWEZ (N. do E: Aonde era o Turcomenistão). É uma região que sofreu muito ao longo da história desse planeta e agora está sendo atacada por SBROM. Vá, mas fique sempre em contato conosco!

- Pode deixar chefia! Vamos lá robozada!

Após as despedidas, SN retorna a forma de Allan Delon. Dutron, todo empolgado, diz:

- Vou ter tele-transporte também?

Não! – Pontifica SN.

- Mas, por quê? – Choraminga Dutron.

- Temos bastante tecnologia disponível aqui no setor K em nossa base. E, você tem seus poderes ilimitáveis que te dão ágil forma de locomoção. Além disso, ainda não estamos desenvolvendo o tele-transporte de modo profícuo e em grande produção para larga escala. Além do mais, é um tipo de pesquisa de grande risco ao corpo humano e, portanto, repleta de questionamentos éticos. Por isso, estamos dando preferência para o uso importante de tal tecnologia para Green Hope, Tigrão e Xungli. É uma situação emergencial e excepcional. Agora venham comigo: Dutron, Acire e Corwell. Bird acompanhe o painel e monitore tudo.

- Sim, senhor! Sô! – Responde Zé Bird.

Dutron assobia chamando por Blue Dog que estava quieto num cantinho, tirando uma soneca.

-  Tô indo! Auuuuuuu! Vou conhecer nosso novo lar! – Uiva Blue Dog.

Conforme eles saem do recinto, Zé Bird se volta pro monitor e fica taciturno. Ele pensa: “Isso não é mesmo só um mero ataque. A morte é deleite, pois são seres assassinos... Mas, eles entram em cantos e locais que nem imaginamos. É uma varredura. Eles estão mesmo buscando algo... Deve ser a tal chave”.

Enquanto isso, no próprio setor K, na região aonde antigamente era chamada do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro, algo sinistro está próximo de acontecer...

Uma jovem de 25 anos, chamada Agnes Marcela, está chegando da faculdade em casa. Essa jovem, nos últimos dias, tem tido sonhos assombrosos. Verdadeiros pesadelos. Ela ouve um estalar de dedos que é contínuo e aterrorizante. Ao fundo, um vulto enegrecido como que envolto numa capa se aproxima e sussurra ao seu ouvido: “Entregue sua alma a mim!”

É um dia de sexta-feira, 22h45. A jovem sai do trem moderno e atual (N. do E: caracterizando a época futurista) que fica a cerca de 5 Km de casa. No caminho até sua casa, ela passa por duas patrulhas da força de segurança nacional coordenada por SN. Ainda assim, a jovem anda extremamente rápido. O suor escorre por todo seu corpo, mesmo estando uma temperatura de 18 graus (N. do E: Frio para os padrões do antigo RJ. E, na realidade atual, com os continentes unidos, é até mais quente, com menor circulação de água, por não haver oceanos. Afinal, vivemos o Neo-Pangea). O temor da menina é justificável uma vez que, no dia de hoje, o terror estava sendo real. A mesma voz e estalar de dedos pareciam não sair de seus ouvidos. Preocupada com a mãe, Agnes aperta ainda mais o passo. Ela é filha única e o pai morreu, vítima de um enfarte, cerca de um ano atrás.

Estranhamente, próximo de sua casa, a jovem começa a perceber estranhos relâmpagos. Parecia uma nuvem bem localizada de tempestade na região. A casa dela ficava numa esquina, num terreno mais ermo, um pouco afastado das casas da vizinhança. Quando chega à frente de sua casa, seu coração quase salta pela boca. Afinal, ela viu a porta de casa aberta. Desesperada, Agnes procura freneticamente sua chave no buraco negro que é toda bolsa de mulher. Com muito custo, ela acha a chave e abre o portão e corre rumo à porta de entrada. A jovem fica ainda mais nervosa e aflita uma vez que, durante sua rápida caminhada, ela ouviu um berro estridente de sua mãe. No entanto, a porta se fecha na hora que ela ia entrar. Raios explodem ao redor de sua casa e uma forte ventania começa a arrancar árvores ao redor. Desesperada, Agnes se acocora e chora, gritando de medo. De repente, tudo cessa. Agnes fita o céu e está tudo estrelado. Ela se levanta e é como se nada tivesse acontecendo. A porta então se abre lentamente. A jovem se assusta e grita. Mas, se acalma quando vê que é sua mãe, dona Dolores que surge, sorri e fala:

- O que você está fazendo aí fora chorando minha filha... Entre. Já é tarde. Fiz um belo jantar a você. Venha. Pare de sonhar acordada! – Fala a mãe, abraçando-a carinhosamente e entrando com a mesma no interior da casa.

A mãe de Agnes vai ao banheiro, enquanto a jovem vai em direção a cozinha para jantar. Agnes senta à mesa e percebe que a mesma está vazia. Sua mão volta a suar frio e ouve o estalar de dedos. Desesperada, Agnes levanta-se nervosa. Os raios voltam a pipocar ao redor da casa. Logo, as luzes se apagam e a voz diabólica começa a clamar por sua alma... Agnes se desequilibra e cai ao chão sobre uma poça de sangue. Ela grita e chora por sua mãe. De repente, sua mãe surge como um clarão no meio das trevas e sorrindo:

- Oi minha, filha... O que houve?
- Que sangue é esse? Esses raios e escuridão? O que está acontecendo? – Brada a filha.
- É a sua janta, meu amor! – Fala a mãe envolvida pela misteriosa luz.

De modo satânico, a mãe começa a gargalhar. A filha em estado de medo total se vira e percebe o copo degolado de Dona Dolores (sua mãe) embaixo do armário da cozinha. Isto era a fonte de todo sangue. Agnes salta para correr e fugir. A jovem grita muito diante do ser que gargalha na sua frente.

- Você não é a minha mãe! – Brada Agnes.

A falsa figura de sua mãe estala os dedos e com voz macabra sussurra: Hoje é dia de me entregar a sua alma.

A jovem não teve nem chance de se desvencilhar do ser e fugir. A sua falsa mãe faz uso de uma foice e a degola. Pior que isso: rasga seu corpo e arranca tripas e vísceras. A falsa Dolores se delicia e come esses restos mortais de Agnes.

Um vizinho, ouvindo barulhos estranhos, resolveu se dirigir a casa da família e percebeu os raios e ar sinistro. O homem deu meia volta já do portão, pois viu dona Dolores com uma cara de possuída e suja de sangue, com partes das vísceras de sua filha na boca. O homem sai em disparada e do celular liga para o serviço de segurança num canal direto que SN criou com a população desde que se tornou o grande líder mundial do Neo-Pangea. Os policiais que estavam dando essa ronda na região, retornaram, então, rumo a região epicentro do caos.

O pobre homem nem conseguiu chegar em sua casa. Quando ele já berrava para os seus familiares saírem, uma misteriosa energia explodiu quase que todas casas do quarteirão, inclusive a dele. Pessoas começaram a sair pelas ruas gritando: “São os SBROM!” Catatônico, o homem nem percebe a aproximação de Dona Dolores. A macabra senhora surge, então, por trás e o decepa sem dó com uma foice. Nesse exato momento, o carro da segurança chega. Mas, Dona Dolores abre a boca e lança um laser que o explode matando quase a totalidade dos policiais que estavam em seu interior. Resta apenas um que conseguiu saltar do veículo antes da explosão. O policial atira inúmeras vezes em Dona Dolores que só ri diabolicamente. Ela, então, começa a se contorcer e rasgar todo seu corpo, assustando o policial. Era sim um SBROM que havia usado uma espécie de cópia da imagem humana da Senhora que tal entidade mesmo matou. Era uma caveira diabólica com uma foice. Nada mais nada menos do que Laup Stronger. O vilão salta rapidamente e se desvencilha dos tiros do policial e o degola cruelmente. Um exército de robôs e policiais chega ao local, mas não são páreos para o tenebroso ser. O vilão começa a massacrá-los cruelmente. Um pedido de emergência é enviado ao QG de operações de SN.

Neste momento, na base, Allan Delon terminara de mostrar a super moderna área destinada a Dutron, Acire e Dr. Corwell.

- Poxa, mas aqui ficaremos sozinhos... Sem você e o Bird. Tigrão e as meninas estão rodando o globo!  - Choraminga Dutron.
- Deixa de doce, amor! Olha toda essa tecnologia... – Resmunga Acire.
- Sim. Tigrão e as meninas têm o recurso do tele-transporte. Se precisarmos, eles retornam. Além disso, SN e Bird estão alguns andares acima. – Fala, rindo, Corwell.

Allan Delon segue sua explanação, apontando para um grupo de cientistas que aparecem no exato momento de sua fala:

- O laboratório será batizado de Dike LAB. Ele integra atividades de pesquisadores da área de Engenharia Mecânica e de Automação e Sistemas. Todos são pesquisadores do Centro de Engenharias da Mobilidade da Universidade Federal Central do Neo-Pangea. O grupo de pesquisa é multidisciplinar, integrando pesquisadores das engenharias mecânica e automação e das áreas da informática, matemática e física. Esta é uma equipe formada por 6 professores doutores, 10 doutorandos, 12 mestrandos e 20 alunos de iniciação científica com bolsa ou voluntários.

- Nossa! Que fantástico! – Vibra Dutron.

Allan continua sua explanação:

- O conhecimento adquirido pela equipe de pesquisadores envolvidos permite pesquisas de vanguarda para soluções em mecanismos e robôs para aplicações especiais, destacando-se desenvolvimentos nas áreas de Projeto Mecânico, Síntese e Análise de Mecanismos e Robôs Paralelos, Cirurgia Robótica, Robôs Subaquáticos, Robôs Acionados por Cabos, Dinâmica Veicular, Motores, entre outras. Todos eles são coordenados pelo Dr. Corwell.

- Isso é maravilhoso! E, eu achando que estava sozinho! – Fala Dutron, que alegre, vira-se para Acire e Corwell. Ele, emocionado, fala:

- Nós somos amigos há muitos anos. Mas é saudoso lembrar que quando jovens na graduação em Geologia, antes dos rumos que mudaram a nossa vida e o Neo-Pangea, a gente fazia trabalhos de campo e mapeamento geológico. E, os basaltos afloram, na natureza, como grandes derrames (N. do E: Caso da Bacia do Paraná), diques ou soleiras (N. do E: formas tabulares que cortam, de modo concordante ou discordante, as rochas encaixantes). Nem sempre é fácil encontrar os diques ou soleiras. E, assim, a gente brincava e nos intitulávamos de Dike Busters. Ou seja, éramos os caçadores de diques. Deste modo, eu evoco novamente esse grupo: Nasce! Dike Busters! – Urra Dutron.

Então, nesse momento, Bird entra, de modo atropelado, no recinto e avisa:

- Laup Stronger está promovendo massacre no setor K!

Dutron urra de modo gutural e a fúria toma conta de si. Os poderes basálticos surgem e a armadura Dike recobre sua pele. A olivina brilha e com a força SPINIFEX manifesta a Blue Jat. Acire transmuta-se em BR Girl. Dr Corwell saca sua espada. Assim, os Dike Busters nascem e partem rumo à cidade para impedir a sanha assassina de Laup Stronger...

Continua...

TEMA DE ENCERRAMENTO:



CLAMOR

Letra: Art Shadow Moon

Música/Vocais: Leo Oliveira

Produção musical e arranjos: Grave Online/Val Waxman


(Caso não rode automaticamente, o link do vídeo segue para acesso no Youtube):