" - Reza a lenda... Quando o céu rasgar-se em fogo e a Terra chorar cinzas, surgirá o Ekzyliön, aquele que carrega o peso dos mundos e a chama da renovação. Dele nascerá o julgamento e a esperança, pois quando tudo perecer na sombra... será nas mãos dele que o destino da luz decidirá permanecer... Ou se extinguir... Mas será apenas uma lenda? ”
O jovem e a moça chamada Clarysse começavam, aos poucos, a se entender, quando a atenção de ambos foi capturada por uma senhora agindo de maneira estranha na pequena praça. Ao se aproximarem, algo muda, não apenas sua postura, mas o olhar da idosa, que se torna repentinamente ameaçador. Em um piscar de olhos, o caos se instala.
A partir daquele instante, o jovem sabe que não há espaço para hesitação, a ação tem de ser precisa, cada segundo conta, e desta vez, algo é diferente: não bastaria ao jovem, destruir o mal, em seu íntimo, pulsava uma vontade mais perigosa, a de salvar por completo uma vida.
Seria possível libertar alguém da influência de um Velkur e devolver à vítima aquilo que lhe foi arrancado? O jovem não tinha certeza, ainda assim, estava disposto a pagar o preço mais alto para descobrir.











2 Comentários
Grande Lanthys!
ResponderExcluirEpisódio de fazer as lágrimas escorrerem sem medo de julgamentos.
Episódio repleto de imagens fortes e lições, preciosas e profundas...
Primeiro com o gesto humano de acolhimento do jovem Khalamyr (finalmente revelado o nome, rsrs) com a pobre Expedita.
O surgimento da entidade Eryon em sua plenitude , também foi muito bem narrado.
A luta contra o Velkur , como sempre, escrita como se fosse uma sequência cinematográfica, que prende o leitor.
A evolução da interação de Khalamyr com a repórter Clarice, também é digna de nota .
Se vai virar romance ou não, só o tempo vai dizer...Mas, a construção dos dois personagens está sendi feita co muito cuidado e sem pressa e isso me agrada muito.
Mas, a cereja do bolo , sem dúvida foi a carta do neto da sofrida Dona Expedita....
Você, de modo muito tocante e com muita sensibilidade,trouxe luz onde só havia trevas. Isso me surpreendeu.
O alento que as palavras do neto amado trouxe à sofrida senhora, nos faz acreditar que, apesar das trevas aparentemente se instalarem e reinaram, a luz existe e brilha .
Parabéns!
Mandou bem demais !
Te agradeço pela leitura tão reconfortante!
Um capítulo muito bom. A batalha do começo, do Eryon contra o Velkur, enquanto o agora nomeado Khalamyr protegia a dona Expedita foi muito bem descrita, gostei muito de como você deixava claro a imponência do Eryon, em total contrapartidada à degradação e putrafação do demônio, sem deixar de lado as ações do jovem que divide sua existência com o ser divino.
ResponderExcluirGostei muito tbm do destaque para o que aconteceu com a Dona Expedita e a carta de seu neto foi muito comovente, traendo à tona que, às vezes, as pessoas conseguem se manter à parte do meio em que vivem, mas, na maioria delas, o ambiente acaba por corrompê-las.
Curti tbm o lance dela ter percebido que seu neto deveria ter ouvido a mesma voz demoníaca e, ainda assim, as palavras dele, conseguiram dar um pouco de paz à pobre senhora.
Tá mandando bem demais nesse título amigão! Parabéns!