Olá, pessoal.

Já agradeço de antemão por terem lido a série. Este é o último capítulo de Uchuu Sentai Kyurangers: Nova Ameaça.

Graças a ele pude melhorar muito a minha escrita.

Espero que curtam.


- Muito pelo contrário, Cataclysmic. Você é um ser criado por energias turvas, como raiva, mágoa, ódio, destruição. Nós representamos justamente o contrário. E eu, pessoalmente, acredito na redenção, não importa de quem for. E você é a maior prova. – Falou Lucky.

- E o que te faz acreditar que sou passível de redenção, humano? – Cataclysmic vociferou a última parte da frase.

- Houve uma parte de nossa luta em que você poderia ter nos destruído se tivesse lutado com todas as forças, mas, por um momento, você hesitou. Você sentiu algo que nunca tinha sentido antes, mas não quis dar o braço a torcer.

Cataclysmic não acreditou no que havia ouvido. Embora não tenha descrito o que ele havia sentido, o guerreiro vermelho sabia que ele havia sentido alguma coisa. E aquilo por si só já era surpreendente.

- Não me faça rir. Eu não desejo redenção. Desejo destruir cada um de vocês e retomar o meu Império.

- E se eu disser que é possível purificar o seu espírito? – Lucky perguntou honestamente.

- Quero ver você tentar! – A gargalhada que Cataclysmic disparou em direção aos Kyurangers. Mas ela saiu tão forçada que ele se esganiçou em alguns pontos e causou pena nos guerreiros. Foi quando ele se esganiçou mais ainda - Como ousam ter pena de mim? Acham mesmo que eu não vou destruir vocês? Vou conseguir mais poder, e não vou dar esta mesma chance que vocês estão me dando!

Os Kyurangers olharam com mais pena ainda para aquele espírito perturbado, e começaram o que mais tarde seria chamado por “Ritual de Purificação”.

Os treze se prostraram em volta de Cataclysmic, que não entendia nada do que estava acontecendo – na verdade, nem eles entendiam o que estavam fazendo naquele primeiro momento.

Depois, eles começaram a canalizar suas energias, que formaram uma luz multicolorida, que começou a mesclar-se em um turbilhão, e formou uma luz branca, mas um branco de energia sagrada.

E a energia maligna, cheia de sentimentos torpes, foi sendo desfeita. Cataclysmic sentiu-se enfraquecendo, sua força do ódio indo embora, mas algo voltava a seu âmago, algo que não estava ali havia eras.

Sua forma foi diminuindo, perdendo a ausência de cor que possuía e ganhava contornos humanos. Quando terminou, ele tinha a forma de um homem. Possuía olhos verdes, cabelos cor de trigo, físico magro. Ele estava nu.

- Não acredito que vocês me devolveram essa forma imperfeita! Tiraram todos os meus poderes! Me resumiram a nada! – O ser que se revelou ser a forma anterior de Cataclysmic encolhia-se de ódio, quase chorando por impotência. Os Kyurangers continuaram a purificação, livrando aquele espírito de todas as aflições.

Foi quando ele começou, efetivamente, a chorar. Os sentimentos fluíram através das lágrimas. Foi quando ele tomou ciência de tudo o que ele havia feito por tanto tempo enquanto possuído pelo poder do ódio...

- Não mereço perdão. Não mereço redenção. Mereço sofrer pela eternidade. – Sua voz não era mais guttural, agora assumia um tom grave, sim, mas normal.

No momento seguinte, o corpo normal de Cataclysmic começou a se desmanchar, perder a estrutura, virando apenas pó.

E esse pó se espalhou, lentamente, por causa do desprendimento.

Os guerreiros finalmente haviam vencido, e de maneira completa.

Não significava que os sentimentos ruins tivessem ido com Cataclysmic, mas a ameaça ao universo havia sido, literalmente, dissolvida.

O Cruzador Orion estava por perto, e os guerreiros foram para lá.

Os treze estavam reunidos, seus poderes desarmados, todos estavam em suas formas normais, mas ainda assim, com alguns traços sagrados, de deuses que haviam se tornado.

- Gente... Alguém sabe o que fazemos, agora que temos todo esse poder? – Lucky perguntava quase de maneira infantil. Nenhum deles soube responder, afinal de contas, eles tinham a mesma dúvida.

Foi quando Hammy, surpreendentemente calma, respondeu...

- Acho que vivemos as nossas próprias vidas, não é? Se temos mais poder agora, por que não fazer mais bem com os papéis que já desempenhávamos antes? Você já era Rei de Regulus, meu amor. Esse poder a mais vai te ajudar a proteger o seu povo!

Lucky entendeu, e se aproveitando da presença dos outros onze, a pediu em casamento. Ela aceitou com lágrimas nos olhos, emocionada e cheia de felicidade.

- Mas ainda tem uma coisa que não tentamos com os nossos novos poderes, pessoal. – Kotaro disparou assim que o pedido de casamento foi realizado e aceito.

Todos haviam entendido que se tratava da constelação de Serpentário.

Neste momento, Balance pegou a Kyuutama de Serpentário, acinzentada, e a colocaram em cima da mesa de reunião do deque principal. Reuniram-se em círculo ao redor da mesa e concentraram seus recém descobertos poderes. A cor da Kyuutama foi sendo restaurada, retomando sua costumeira cor rosa.

Foram percebendo também que as estrelas, os planetas foram sendo restaurados conforme a memória da Kyuutama – inclusive os seres pertencentes a cada sistema, a cada mundo. Aos poucos os Kyurangers sentiram seus poderes divinos se esvaindo à medida em que as vidas iam sendo recuperadas.

Quando finalmente terminaram de trazer a constelação de Serpentário de volta ao que era antes, sentiram-se de volta ao que eram antes; Mesmo Raptor, Champ e Balance voltaram a seus corpos robóticos.

- Parece que não vou mais precisar me preocupar com poder demais, não é? – E todos riram com a risada de alívio sincera de Lucky. Ele já era Rei, ia se casar e não queria ser um deus.

O que era preciso agora era voltar à central da Resistência, dar as boas novas e, através da Federação da Galáxia instituir a busca aos antigos aliados da, agora sim extinta, Jark Matter.