Caçador Escarlate.
Episódio #04.
Em casa finalmente.
— Cuidado Vermelho! Lá vem o desgraçado!
Quando tomaram a ilha do Japão, os vampiros estavam realmente preparados e dispostos a tornar a vida dos japoneses um inferno e um pesadelo completos.
Por isso não se mantiveram presos a apenas atacar inocentes e sugar seu sangue atá a morte ou, um destino ainda pior, transformá-los em novos vampiros, servindo como escravos.
Alguns pobres coitados tiveram um destino ainda pior.
Um grupo de vampiros, que diziam pertencer a uma casta mais nobre e com um intelecto superior, capturaram vários humanos, submetendo-os a terríveis experimentos genéticos.
Os afortunados tiveram mortes horríveis e agoniantes, mas esses podiam, de fato, se considerar pessoas com sorte, uma vez que os poucos sobreviventes dos procedimentos haviam se tornado monstros como o que surgira no caminho de Metalder e Top Gunther.
Seu corpo era coberto por grossos pelos avermelhados, tinham proporções humanas, mas cada braço e perna eram grossos como troncos de árvores, enquanto a cabeça era um pesadelo, mistura de humano e morcego, com presas que, ao contrário dos vampiros, abriam caminho pelo lábio inferior, ficando dos lados das narinas fendidas e com as pontas para cima.
Nas costas ainda trazia asas coreáceas que, quando abertas, alcançavam facilmente mais de quatro metros cada.
O androide atirador puxou de compartimentos das costas duas imensas pistolas, efetuando disparos sequenciais que atingiam várias partes do corpo da criatura, mas que mal pareciam causar sequer um pequeno incômodo, quanto menos atrasar seu avanço.
— Já falei o quanto eu odeio essas coisas?
— Algumas vezes.
A resposta seca do androide de armadura escarlate se refletiu do soco direto que disparou, acertando bem no centro da face do Encouraçado que, finalmente, parou de andar, levando uma das patas dianteiras até o local atingido, massageando levemente suas narinas, até perceber um filete de sangue escurecido que começava a escorrer.
Os androides poderia jurar ter visto o monstro exibir um imenso, sinistro e horrendo sorriso, antes de se lançar contra os dois, a manzorra esquerda tentando se fechar ao redor da cabeça de Metalder.
Não conseguindo ser rápido o bastante, o Encouraçado teve seu punho agarrado e, aproveitando a velocidade e o tamanho de seu corpo, o androide conseguiu girá-lo várias vezes, até finalmente o largar contra a fachada de uma loja próxima.
Os destroços resultantes do impacto foram sendo afastados lentamente, conforme a criatura saía de lá, abalada por ter sido atacada daquela forma, uma vez que, até agora, havia apenas enfrentado humanos comuns, que mal ofereciam resistência.
Assim que pisou de volta na rua, tentou erguer voo, mas uma dor lancinante partiu de suas asas, mostrando que elas haviam sido duramente feridas quando acertou a loja.
Sem ter tempo para considerar o que fazer a seguir, o monstro sentiu algo caindo sobre seus ombros e então olhou para cima, a tempo de ver Top Gunther apontando suas pistolas na direção de seus olhos.
Dois tiros ecoaram em uníssono.
Seguidos de um urro animalesco de dor.
— É agora vermelho! Aproveita que ele tá cego!
Sem perder tempo Metalder Entrou em ação, erguendo seu braço direito.
— Punho Titânico!
Com a mão envolta em energia, ele cobriu em instantes a distância que o separava do monstro, desferindo um soco contra sua garganta, que logo seccionou a cabeça do restante do corpo, ambos caindo para lados diferentes e se incendiando até não sobrar nem cinzas.
— Com você aqui, realmente perde a graça enfrentar esses monstros.
— Eu nunca achei engraçado, ou mesmo divertido, fazer o que precisamos fazer.
— E é por isso que, qualquer hora, preciso pedir pros técnicos enfiarem um pouco de bom humor nessa sua mente positronica.
Os dois companheiros, após observar bem ao redor e ter a certeza de que toda e qualquer ameaça já havia sido eliminada, seguiram até a Ambulância Negra e ajudaram o casal Rika e Satoshi a seguirem até o prédio da AlphaTech, onde foram recebidos por alguns dos vários voluntários que, agradecidos por terem sido salvos, procuravam ajudar de qualquer maneira necessária.
— Bem-vindos à Torre da Luz. Venham, vamos até a enfermaria para cuidar desses machucados. Assim que estiverem bem um dos nossos amigos vai mostrar as instalações.
Antes de se afastarem mais a jovem Rika correu até Metalder e o abraçou e, vendo que o androide não movia os braços, deu dois passos para trás e, com um sorriso sincero no rosto, agradeceu aos seus salvadores e voltou correndo para junto de seu companheiro.
— Elas quase nunca me abraçam. Devem imaginar que sou frio como você Vermelho.
— Não sou frio. Apenas não vi necessidade de corresponder de forma tão efusiva por algo que, para mim, é cotidiano, afinal de contas, boa parte da minha programação é voltada exatamente par manter os humanos vivos e em segurança.
— Tá bom! Eu desisto. Vamos até a oficina de manutenção, pois acho que meus servo-motores estão precisando de uma calibrada.
Enquanto a dupla de androides seguia pelos corredores da Torre da Luz, longe dali, no ponto mais alto de um edifício, todo distorcido, aparentando ter sido coberto com carne putrefada, o senhor dos Vampiros recebia a notícia de mais uma derrota.
O portador das novidades foi decapitado e lançado para fora, seu corpo e cabeça encarando uma queda de quase um quilômetro de altura e só então Gaki se voltou para uma área do imenso salão real, que estava totalmente tomada pela escuridão.
— Não irei mais tolerar tal afronta. Quero aquela torre no chão. Irmãs do Suplício, façam isso e não voltem sem uma vitória total.
Três pares de olhos vermelhos brilharam em meio às trevas.
Uma nova ameaça se aproximava dos sobreviventes que acreditavam estar em segurança na Torre da Luz.
Ameaça essa que definiria o futuro de um povo.
E, talvez, do mundo.











8 Comentários
Grande Norberto!
ResponderExcluirCada vez admiro mais a sua capacidade de escrever tudo em textos relativamente curtos.
A sua desafiante busca por ser cada vez mais sucinto tem me surpreendido.
Não é algo fácil!
Prova do seu talento e competência extrema no uso das palavras.
Meus parabéns por isso!
Quanto ao capítulo em si , destaco a chamada "frieza" do Metalder.
Encarar os salvamentos de um modo extremamente racional como um mero dever, torna o atual Metalder , um personagem singular.
Sem falsas ilusões... Um contraponto ao Top Gunther.
Algo duramente cruel, mas ao mesmo tempo, realista.
Uma visão "fora da caixa" para o padrão de heróis , tais como estamos habituados.
Essa subversão que você fez da figura de heróis, me agradou muito!
Você soube muito bem trabalhar isso.
No final, o gancho , com o líder dos vampiros Gaki.
Ele, após os revezes, decidiu escalar o conflito.
Certamente, virá momentos mais difíceis para a nossa dupla de combatentes.
Mandou bem demais!
PARABÉNS!
Muito obrigado pela leitura e comentário!
ResponderExcluircomo conversamos pelo Whatsapp, não sei se é exatamente bom ou ruim, mas nos meus últimos textos eu tenho tido dificuldade em estender demais seja um diálogo, ou uma descrição de ação, optando assim por ser mais, como você destacou, sucinto...
Quanto ao Metalder eu realmente quis ir um pouco contra a maré do que se espera normalmente, tentando focar mais nele como um guardião que fará de tudo para proteger os humanos, sem no entanto deixar a emoções interferirem... Tem sido interessante mostrar a interação dele com o Top Gunther, que nessa versão deixei mais animado com a ação em si e com as pessoas que ele pretende salvar.
valeu mesmo!
Excelente capítulo uma vez mais, esse novo Metalder tem uma personalidade muito legal, se nota nele a seriedade de alguém maduro e consciente do que precisa ser feito, da mesma forma que suas ações são muito bem embasadas e ele tem segurança, não há dúvidas em suas ações! Mas baseado no que vimos de sua história, no capítulo anterior, me parece que ele carrega uma tristeza, não sei é somente ter perdido sua família, ou a decisão de ter deixado de ser humano, eu realmente sinto esse ar triste nele, ainda mais depois de não abraçar a moça e de dizer o TopGunder que ele não vê graça ou prazer no que fazem, ele parece simplesmente conformado com o que se tornou e com o que precisa fazer, mas vejamos como essa parte vai se desenrolar! A aventura continua empolgante, a gente quer ver o próximo acontecimento o quanto antes e isso é muito bem-vindo em uma saga! Parabéns Norb, poderoso como a pauleira que o encouraçado tomou está ficando essa saga, mandou bem de novo!! \0/
ResponderExcluirRapá! Valeu mesmo pela leitura e pelos comentários nos capítulos mais recentes e perdão por não ter respondido antes.
ExcluirPouco a pouco quero ir desenvolvendo esse novo Metalder e, apesar de agir de forma segura no que diz respeito à ação, quero, pouco a pouco, ir desenvolvendo sua personalidade e seus conflitos internos.
Estou tentando escrever mais consistentemente esse título e, acho, logo terei mais alguns para postar.
Valeu mesmo! De coração!
Parte 1: Norberto, antes de qualquer coisa: ME DESCULPA.
ResponderExcluirE digo isso de coração.
Eu retomei agora a leitura de Caçador Escarlate depois de mais de um ano parado, e confesso que, conforme fui lendo este capítulo, a primeira coisa que pensei foi: “Caramba… como é que eu deixei essa história tanto tempo sem acompanhar?”
Você merece uma desculpa enorme pela demora, porque este capítulo é bom demais.
E o mais interessante é que, depois de tanto tempo, eu não tive aquela sensação de estar simplesmente “voltando para uma história antiga”. Pelo contrário. Bastaram algumas linhas para eu entrar novamente naquele universo e lembrar exatamente da proposta que você está construindo: uma história de ação e ficção científica com uma pegada mais séria, personagens que não são simplesmente arquétipos de heróis e, principalmente, uma preocupação muito grande em fazer com que cada personagem tenha uma maneira própria de reagir aos acontecimentos.
E aqui, Norberto, acho que você acertou MUITO.
A luta contra o Encouraçado
A abertura já coloca a gente diretamente no conflito.
Você não perde tempo com uma preparação gigantesca. O inimigo aparece, a situação está estabelecida e Metalder e Top Gunther precisam reagir.
E gostei particularmente da diferença de abordagem entre os dois.
Top Gunther funciona quase como o contraponto emocional de Metalder. Ele reclama, faz comentários, demonstra incômodo, tem uma relação mais descontraída com aquilo tudo. Metalder, por outro lado, é praticamente operacional.
Isso aparece perfeitamente na sequência da luta.
Top Gunther dispara várias vezes contra o Encouraçado e percebe que os tiros praticamente não fazem diferença. Depois Metalder entra fisicamente no confronto e consegue interromper o avanço da criatura.
E aí vem uma coisa que achei tecnicamente muito boa: a luta não é resolvida simplesmente porque os heróis são mais fortes.
Eles precisam descobrir uma vulnerabilidade.
Primeiro, Metalder consegue jogar o monstro contra a fachada da loja. Depois a criatura tenta levantar voo, mas as asas estão danificadas. A partir daí, Top Gunther aproveita a oportunidade, atinge os olhos e cria a abertura para Metalder finalizar.
Isso é uma pequena coisa, mas faz diferença.
Existe uma lógica de combate.
Um personagem cria a oportunidade e o outro aproveita.
É quase uma sequência de combate em equipe: ataque → reação do inimigo → identificação da vulnerabilidade → exploração dessa vulnerabilidade → finalização.
E isso deixa a cena muito mais satisfatória.
E o Encouraçado funciona
Gostei também bastante da descrição física do monstro.
Você não ficou apenas no “monstro gigante e assustador”. Há uma preocupação em explicar a anatomia dele: o corpo coberto por pelos avermelhados, membros extremamente espessos, a cabeça com características humanoides e de morcego e, principalmente, aquelas asas enormes.
Isso ajuda o leitor a visualizar a criatura.
E uma coisa que eu faria questão de destacar: o tamanho das asas sendo usado posteriormente na própria ação é uma boa escolha narrativa.
Você apresenta uma característica visual e depois transforma essa característica em elemento da batalha.
As asas não estão ali apenas para deixar o monstro bonito ou ameaçador. Elas têm função.
Isso é construção visual aplicada à ação.
Parte 2: Metalder
ResponderExcluirMas acho que o grande destaque do episódio continua sendo Metalder.
Aquela conversa depois da batalha é excelente.
Top Gunther brinca:
“Com você aqui, realmente perde a graça enfrentar esses monstros.”
E Metalder responde de uma maneira completamente coerente com a personalidade que você vem construindo:
“Eu nunca achei engraçado, ou mesmo divertido, fazer o que precisamos fazer.”
É uma frase simples, mas diz MUITO sobre ele.
Porque não é apenas “o herói sério”.
É alguém que não enxerga aquilo como uma aventura.
É uma obrigação.
Uma programação.
E isso fica ainda mais forte quando Rika o abraça.
Essa cena, para mim, é uma das melhores do capítulo.
Porque você não precisava fazer Metalder rejeitar o abraço de maneira explícita. Bastou mostrar que ele não reage.
E depois vem a explicação racional: ele não vê necessidade de corresponder daquela maneira porque salvar humanos é parte daquilo para o qual foi programado.
É muito interessante porque o leitor pode interpretar isso de duas maneiras:
Metalder realmente não sente aquilo?
Ou ele sente alguma coisa, mas ainda não sabe como lidar com ela?
E aí lembro do que você vem construindo nos capítulos anteriores.
Esse Metalder não parece simplesmente uma máquina fria.
Ele parece alguém que está tentando entender o que sobrou de humano dentro dele.
E isso, Norberto, é um caminho narrativo MUITO interessante.
Eu continuaria explorando exatamente isso, mas sem pressa.
Talvez pequenos momentos.
Pequenas contradições.
Metalder dizendo que algo não importa e, posteriormente, tomando uma decisão que demonstra justamente o contrário.
Ou alguma situação em que a programação dele determine uma coisa, mas uma memória, uma lembrança ou um vínculo faça surgir outra reação.
Não precisa transformar isso imediatamente em um grande drama.
Acho que quanto mais gradual for, melhor.
E Top Gunther é fundamental
Outra coisa que funciona muito bem é Top Gunther não ser apenas “o alívio cômico”.
Ele é necessário para a dupla funcionar.
Se os dois fossem igualmente frios, a história poderia ficar excessivamente pesada.
Mas você criou uma dinâmica interessante:
Metalder = eficiência, racionalidade e dever.
Top Gunther = espontaneidade, humor e uma relação mais emocional com as pessoas.
E justamente por serem diferentes, eles conseguem humanizar um ao outro.
Top Gunther provoca Metalder.
Metalder responde seco.
Top Gunther insiste.
Metalder continua sendo Metalder.
😂
É uma dinâmica simples, mas funciona.
E eu gosto muito desse tipo de parceria porque ela não precisa ser explicada ao leitor. A personalidade aparece naturalmente através dos diálogos.
A Torre da Luz
Também gostei bastante da chegada à Torre da Luz.
Porque existe uma mudança de atmosfera.
A luta termina e, de repente, temos Rika e Satoshi chegando a um lugar onde existem pessoas tentando reconstruir alguma sensação de normalidade.
Os voluntários ajudando, a enfermaria, a recepção dos sobreviventes…
Isso cria um contraste interessante com o mundo dominado pelos vampiros.
A Torre da Luz não é apenas um cenário.
Ela começa a representar resistência.
É um lugar onde os humanos ainda estão tentando viver.
E isso torna a ameaça posterior muito mais importante.
Quando Gaki determina que aquela torre deve cair, o leitor entende que não se trata apenas de destruir um prédio.
É destruir um símbolo.
E achei esse detalhe muito bom.
Parte 3: Gaki
ResponderExcluirE aí chegamos ao final.
Rapaz…
Esse gancho é sacanagem. 😂
Gaki recebe a notícia de mais uma derrota e imediatamente reage de maneira brutal.
E a decisão de apresentar as “Irmãs do Suplício” apenas através daqueles três pares de olhos vermelhos no escuro foi uma ótima escolha.
Você não mostra tudo.
Você sugere.
E, nesse momento, o leitor automaticamente começa a imaginar quem ou o que está vindo.
É uma técnica simples, mas eficiente.
E funciona principalmente porque vem depois de uma vitória dos protagonistas.
Você acabou de mostrar Metalder e Top Gunther derrotando um inimigo poderoso.
Então o leitor pensa: “Beleza. Eles conseguiram.”
Aí você corta para Gaki.
E ele responde, basicamente:
“Então vou mandar algo pior.”
😂
É um ótimo gancho.
E agora uma sugestão
Como você gosta de comentários mais técnicos, vou me permitir uma pequena observação de revisão.
Seu texto tem uma qualidade que eu considero muito interessante: você sabe ser econômico.
Mas em alguns momentos eu acho que poderia valer a pena permitir que determinadas cenas respirassem um pouco mais.
Principalmente as cenas de impacto.
Por exemplo, o momento em que Metalder acerta o Encouraçado, a criatura cai sobre a loja, as asas são danificadas e depois vem o ataque aos olhos.
Você poderia, em alguns desses momentos, acrescentar uma ou duas frases sensoriais: o som, a reação dos personagens, o ambiente depois do impacto, alguma consequência visual.
Não precisa transformar isso em uma descrição enorme.
É justamente o contrário.
Você já tem a estrutura da cena.
Às vezes bastariam duas ou três frases adicionais no ponto certo para aumentar a sensação cinematográfica.
E digo isso como elogio, porque é muito mais fácil sugerir expansão quando a estrutura já funciona do que tentar consertar uma cena que não funciona.
Aqui funciona.
Norberto, de verdade...
Depois de mais de um ano, voltar para Caçador Escarlate e encontrar esse capítulo me deu uma sensação muito boa.
Porque dá para perceber que existe uma história sendo construída aqui.
Não é simplesmente:
“monstro aparece → heróis lutam → monstro perde.”
Existe uma preocupação com a personalidade dos protagonistas, com o mundo dos sobreviventes, com a ameaça vampírica e, principalmente, com aquilo que Metalder está se tornando.
E talvez seja isso que mais me desperta curiosidade.
Não quero apenas saber qual será o próximo monstro.
Quero saber quem Metalder vai ser daqui a alguns capítulos.
Quero descobrir se essa frieza é realmente ausência de sentimentos ou se é uma armadura emocional.
Quero ver até onde vai a influência de Top Gunther sobre ele.
Quero entender melhor Gaki e essas Irmãs do Suplício.
E quero descobrir o que vai acontecer com a Torre da Luz.
Isso é sinal de que você conseguiu fazer aquilo que um bom capítulo precisa fazer:
terminar uma história pequena e, ao mesmo tempo, abrir várias histórias maiores.
Norberto, meu amigo, me perdoa mesmo pela demora absurda em voltar.
Mas talvez eu possa compensar isso de uma maneira: retomando a leitura com atenção de verdade.
Porque este capítulo me lembrou que Caçador Escarlate merece ser acompanhado.
Você está construindo uma versão muito particular desse universo, e esse Metalder que você criou está ficando cada vez mais interessante justamente porque ele não é o herói tradicional.
Ele é estranho.
É frio.
É eficiente.
É contraditório.
E talvez, justamente por isso, seja tão humano.
Parabéns, Norb. De verdade.
Esse capítulo teve porrada, estratégia, humor, desenvolvimento de personagem, construção de mundo e um baita gancho final.
E agora eu não vou cometer o mesmo erro de desaparecer por mais um ano. 😂
Bora para o próximo!
Você mandou MUITO bem.
Muito obrigado pela leitura e imensos comentários meu amigo e não precisa se desculpar por nada. Quando posto uma história eu já a deixo para trás, é até uma surpresa quando surge um comentário.
ResponderExcluirNo seu caso uma baita e agradável surpresa.
Fico muito feliz que você tenha curtido os personagens e pretendo levar muito em consideração as susgestões quando eu for escrever os capítulos que ainda faltam a esse título, uns dois eu acho e torço muito para que você continue gostando.
Valeu mesmo. De coração.