Olá Tokuleitores!

Hoje trago a vocês a estréia da minha nova série de fanfic, que se passa no mesmo universo de Jiraiya R e Jiraiya vs Garo.

Conheçam... Jiraiya - Nova Geração.

Anos se passaram desde o fim da luta entre as forças do bem e os horrors que queria invadir o mundo, muito mudou, heróis seguiram a vida, penduraram suas armas, prepararam sucessores e hoje começaremos a vislumbrar essa realidade.

Se ajeitem confortavelmente e boa viagem.

Bem vindos a esse novo universo e... Já sabem... Boa leitura.




Jiraiya
Nova Geração #1
Primeiro Contato.


Toha Yamashi deixou o corpo cair na cadeira de digitador, que o dono da empresa de segurança havia displicentemente lhe arranjado. Ele ergueu os olhos cansados, apertou a região dos lados do nariz, odiando a si mesmo por estar perdendo um jantar com sua esposa, Agnes e com sua filha, Sakura.

Parte do antigo ninja ainda não acreditava ter finalmente se afastado do mundo de combates eternos contra forças das trevas, aproveitando a chance de formar uma família.

Já outra parte se satisfazia em ter apenas uma cadeira no conselho do novo Império dos Ninjas, cujo atual presidente, Lenin Wild, atuava em conjunto com diversos países para ajudar a manter o mundo inteiro mais seguro.

Mas em momentos como aquele, em que ele fazia trabalhos enfadonhos como consultor de T.I., nada mais que apenas buscar as maneiras com que algum Hacker invadira aquela empresa, ficando no local até muitas horas após todos os empregados terem ido para suas casas, Toha se pegava torcendo para que algum de seus antigos inimigos destruísse uma das portas e o atacasse.

Só o pensamento lhe custou uma fisgada no joelho esquerdo, que fora destruído durante uma antiga luta, forçando-o a recolocar seus óculos, afastar algumas das mechas de cabelo, cada vez mais grisalho, estalar os dedos e voltar a digitar.

- Muito bem desgraçado... Agora você vai se ver com o sucessor de Togakure e...

O som de uma janela próxima se estilhaçando chamou sua atenção e, então, o guerreiro dentro de Toha veio à tona, tentando ignorar as dores nas costas e no joelho, ficando numa posição de combate diante da figura que se colocava de pé.

Com certeza era obviamente uma garota, apesar dos trajes negros da Kunoichi tentarem disfarçar sua identidade.

Pouco mais de vinte anos, ele diria, uns cinco a mais que sua filha, no mínimo, o observava de forma estranha, Toha podia jurar que era possível perceber certa reverência, mas sem que nenhuma palavra fosse dita, a garota avançou contra ele.

Foi assustadora a facilidade com que ela quebrou a defesa do velho ninja, afastando as mãos dele e, conforme suas tentativas de conter a kunoichi falhavam miseravelmente, ele teve sua cintura agarrada, sendo levado contra uma das vidraças do outro lado do andar.

Eles atravessaram o vidro, causando uma pequena chuva de estilhaços que demoraria alguns segundos para atingir o solo, mas a última visão que Toha Yamashi viu foi a de um míssil vindo na direção de onde eles estavam minutos atrás.

A explosão que se seguiu ajudou ambos a pousarem, desajeitada e violentamente, alguns andares abaixo, atravessando uma janela do prédio vizinho, os dois se erguendo com dificuldade.

- Quem diabos é você? – ignorando as dores, que agora se espalhavam pelo corpo todo, Toha conseguiu se aproximar e tirar a máscara da Kunoichi, revelando um rosto estranhamente familiar e desconhecido ao mesmo tempo. – Mas... Você...

Uma porta se abriu e um fantasma do passado entrou.

- Ela não pode responder a essa pergunta Toha! – Reiha Yagyu surgia, espada em punho, pronta para o combate. – Eu mesma responderei, mas agora, se quisermos sobreviver para ter essa conversa, precisamos sair daqui. Já!

Ainda desnorteado, a decisão de seguir com sua ex ou não foi tirada das mãos de Toha, pois um silvo agudo se fez ouvir, poucos antes de outro míssil ser avistado.

Os noticiários da noite passariam dias falando de como dois ataques terroristas haviam acontecido naquela noite, mas, milagrosamente sem vítimas fatais.

XXX

“Maldição.” Em um luxuoso prédio de escritórios, a presidente das indústrias Starshine, praguejava mentalmente pela falha dos incompetentes que seu secretário havia contratado, através de dezenas de empresas fantasmas, claro “Agora que estão juntos, tudo vai se complicar”.

Ela foi arrancada de seus pensamentos quando justamente seu secretário entrou.

- Ma-mandou me chamar... Senhora Yasu...

- Claro meu querido... Entre e feche a porta.

Ele fez como ordenado, percebendo como era pesadas as portas do escritório da presidente. Tinham que ser assim, foi uma exigência da dona do lugar, quando mandou construir aquele edifício, que sua sala, quando devidamente fechada, fosse a prova de som.

Desse modo era mais fácil abafar os gritos de desespero que vinham lá de dentro.

XXX

- Para quieto...

- Ai! Precisa apertar tanto Agnes?

- Eu queria saber por que sempre que a Rei aparece eu acabo te remendando aqui no nosso quarto...

- Sorte? Ai, ai, ai... Tá, tá, já entendi, vou parar de falar...

Toha então tentou ao máximo permanecer em silêncio, conforme sua esposa ia cuidando dos ferimentos resultantes de ter escapado de duas explosões daquela magnitude, mas ainda assim sua atenção se voltava a cada instante para as duas convidadas que permaneciam na sala do apartamento.

- Eu juro que se vocês forem as culpadas pelo meu pai ter ficado daquele jeito... – Sakura Yamashi permanecia alerta e de guarda diante da porta do quarto dos pais, braços cruzados diante do peito, as mãos com uma adaga sai cada. – Tô muito de olho em vocês...

- Acredite criança... – o tom de voz de Reiha era carregado de uma paciência que fora testada inúmeras vezes em sua vida. – O último lugar onde eu queria estar é aqui... Ah,  finalmente.

Toha e Agnes voltaram para a sala e, após as convidadas forçadas terem se recusado a receber algum cuidado médico, sentaram-se todos uns de frente para os outros, demorando alguns instantes para começar uma conversa que não seria fácil.

- Certo... Antes de mais nada... – Toha se voltou para a kunoichi que permanecera o tempo todo de pé, sem nem tirar a máscara. – Por favor, junte-se a nós... Eu lhe devo minha vida e gostaria de saber, ao menos o seu nome... E ver o seu rosto, é claro.

Houve uma significativa troca de olhares entre as duas convidadas e antes de mais nada, a Kunoichi executou vários movimentos rápidos com as mãos, não conseguindo esconder a surpresa quando Toha voltou a falar com ela.

- Sim, você pode se desmascarar sem medo menina... – mesmo que ainda estivesse de máscara, o corpo da jovem denunciava sua surpresa. – O que foi? Eu e Agnes sabemos a anos a língua de libras, ajudou muito em certas situações que pediam silêncio absoluto no passado... Poderia?

Só então ela removeu o elmo negro que usava, balançou displicentemente os cabelos curtos, e só então sentou-se ao lado de Reiha, da forma mais calma e educada possível.

“Uau! Que visual foda!” Sakura passou a mão pelos cabelos negros e longos, tradicionais e rapidamente olhou para si mesma num espelho próximo, prometendo que no dia seguinte sairia para procurar roupas novas.

Todos estavam finalmente sentados, a tensão no ar era palpável, Mas ainda assim Toha não conseguia parar de encarar a silenciosa garota sentada ao lado de sua ex.

- É falta de educação ficar encarando... – Reiha chamou para si as atenções ao finalmente começar a falar. – Como eu já disse, se houvesse outro lugar para ir, eu teria ido, mas infelizmente...

Conforme ela começava, lenta e cuidadosamente a falar, não muito longe dali, um homem usando um traje furtivo entrava em contato com sua contratante.

- Estão todos reunidos... Sim...  Apenas aguardando suas ordens... Muito bem... – ele então se ergueu, desembainhou uma katana e se voltou para o grupo que o acompanhava. – Tsukaisutes... É hora de morrer.

- Não consigo entrar em contato com o Spike a dias... Nós...

A frase de Reiha foi interrompida quando todos os mais velhos se puseram de pé, seus instintos forjados em centenas de combates passados evitava que, na maioria das vezes, fossem pegos desprevenidos.

Sakura e a Kunoichi se ergueram em seguida.

- Pai?

- Vá para o seu quarto filha.

- Se o senhor tá pensando em...

- Para colocar seu traje Sakura... – uma troca de olhares entre o casal e a garota entendeu o recado da mãe. – Agora.

Com um imenso sorriso nos lábios ela sumiu por um corredor.

Os demais formaram um círculo, um de costas para o outro, prontos para o combate.

Sem aviso algum a porta da frente, bem como boa parte da parede, veio a baixo com uma explosão pequena e controlada, dando passagem para um grupo de guerreiros de trajes negros.

- Chegou a hora de morrer.

Quando a nuvem de poeira ia assentando, todos já estavam com seus trajes de combate, Jiraiya tomou a frente, ignorando as dores que sentia, suas obrigações para com a esposa e a filha, que chegaria em breve, vinham em primeiro lugar.

Ele fez a lâmina da espada ancestral iluminar-se, atacando aquele que parecia o líder, que chegou a avançar com sua própria espada em punho para, no último instante não defender o ataque do ninja.

Acabou empalado.

- Vejam meus irmãos! – ele conseguira segurar as mãos de Jiraiya, não deixando que ele retirasse a espada de seu peito. – Que minha morte seja gloriosa!

No instante seguinte ocorreu uma explosão silenciosa e brilhante.

Continua.

 Ilustração da ninja misteriosa